segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Formas de Avaliação


Em tempos de Internet, a necessidade de encontrar formas de avaliação adequadas às novas práticas pedagógicas surge com mais premência. O como e o o quê avaliar apresentam-se como desafios maiores do que sempre foram.
Dentro do campo educacional, a avaliação assume diferentes papéis. A classificação definida por Bloom e seus colaboradores, onde a avaliação pode ser:
Formativa: ocorre durante o processo de instrução; inclui todos os conteúdos importantes de uma etapa da instrução; fornece feedback ao aluno do que aprendeu e do que precisa aprender; fornece feedback ao professor, identificando as falhas dos alunos e quais os aspectos da instrução que devem ser modificados; busca o atendimento às diferenças individuais dos alunos e a prescrição de medidas alternativas de recuperação das falhas de aprendizagem.
Somativa: ocorre ao final da instrução com a finalidade de verificar o que o aluno efetivamente aprendeu; inclui conteúdos mais relevantes e os objetivos mais amplos do período de instrução; visa à atribuição de notas; fornece feedback ao aluno (informa-o quanto ao nível de aprendizagem alcançado), se este for o objetivo central da avaliação formativa; presta-se à comparação de resultados obtidos com diferentes alunos, métodos e materiais de ensino. O ensinar faz parte de um contexto de aprendizagem, existindo a intencionalidade no ato do professor. Para alguns autores, é possível elaborar provas somativas e provas formativas utilizando o computador como instrumento na avaliação. As provas formativas ocorrem durante o processo de instrução e visam à recuperação de falhas na aprendizagem.
Embora possa haver diferenças estruturais entre os testes formativos, somativos e diagnósticos, um mesmo teste pode servir às três funções da avaliação dependendo do uso que se pretenda fazer dos seus resultados (determinação do ponto de partida do curso ou disciplina, identificação de falhas de aprendizagem que precisam ser sanadas, relação entre conteúdos e objetivos, entre outros).
Considerando vantagens como: feedback imediato ao aluno, flexibilidade na data de realização da prova, respeito ao ritmo individual do aluno, abordagem modular, oportunidade de fazer cursos não oferecidos no local, apresentação consistente e portabilidade, em relação ao emprego do computador na avaliação à distância, o professor ao avaliar deverá:
– repensar o uso autoritário da avaliação;
– redimensionar o uso da avaliação (tanto do ponto de vista da forma quanto do conteúdo);
– alterar a postura diante dos resultados da avaliação. Na educação à distância, o centro do processo de ensino é o aluno, deste modo procura-se ampliar as possibilidades de escolha do aluno, oferecendo visões alternativas sobre o mesmo problema e materiais complementares que auxiliem na sua formação.
A avaliação deveria ser um ato dinâmico, implicando na tomada de decisão, servindo para identificar habilidades dos envolvidos no processo de aprendizagem, visando proporcionar um feedback útil aos mesmos e informações proveitosas para a comunidade escolar.
Para muitos autores, entre as características de um bom instrumento de avaliação, destacam-se:
- Validade: mede o que se propõe a medir e permite generalizações apropriadas sobre as habilidades dos estudantes;
- Consistência: requer que os professores definam claramente o que esperam da avaliação, independentemente da matéria ou do aluno;
- Coerência: apresenta conexão com os objetivos educacionais e a realidade do aluno;
- Abrangência: envolve todo o conhecimento e habilidades necessárias ao conteúdo explorado;
- Clareza: deixa claro o que é esperado do estudante; não confunde nem induz respostas;
- Equidade: deve contemplar igualmente todos os estudantes, levando em conta as características e valores de sua comunidade.

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